Pergundas Frequentes
Viver com Lipedema pode ser desafiador, mas o conhecimento é essencial para gerenciá-lo melhor.
O Lipedema pode ser tratado e controlado através de Tratamentos Conservadores (que não utilizam cirurgia) ou através da Cirurgia específica para Lipedema. Nem todos os casos são sugestivos de cirurgia, contudo, a ser feita, deverá ser realizada por médico cirurgião com experiência em operar pacientes com Lipedema, sob pena de agravar a situação.
Os exames mais direccionados para o diagnóstico do Lipedema são: EcoDoppler nos membros inferiores, Linfocintilografia e mais recentemente (apenas nos EUA) análise sanguínea com pesquisa de marcadores para o Lipedema. Quanto às especialidades médicas, aconselhamos uma consulta com um Cirurgião Vascular, Fisioterapeuta ou Linfoterapeuta.
O Lipedema é uma condição genética e hormonal que afeta quase exclusivamente mulheres, caracterizada por um acúmulo crônico e progressivo de gordura nos membros inferiores e, em alguns casos, nos braços. Apesar de atingir 1 em cada 9 mulheres no mundo, é frequentemente confundido com obesidade ou linfedema, o que atrasa o diagnóstico — em média, por 15 anos após os primeiros sintomas.
Os tratamentos conservadores têm o objectivo de controlar, estabilizar e regredir os níveis do Lipedema, sem recurso a métodos cirúrgicos. Os protocolos conservadores são um conjunto de estratégias com o objectivo de melhorar a qualidade de vida e aliviar o desconforto. O tratamento conservador deve ser realizado em um espaço clínico especializado. Esse é o trabalho que realizamos na APL, com uma equipa especializada no controlo do Lipedema. Desenvolvemos protocolos personalizados à medida de cada cliente, historial e nível da patologia.
A cirurgia para o Lipedema é indicado onde o cliente já esteja em tratamento conservador e com baixa inflamação, estando consciente de que a cirurgia não irá acabar com o seu Lipedema. A Lipoaspiração para Lipedema é uma técnica diferenciada da técnica de Lipoaspiração estética e deve ser realizada por um médico especialista em Lipedema, sob risco de desenvolver complicações ainda mais graves (como o Linfedema).
A cirurgia é capaz de remover até 40% do volume dos membros, com efeitos duradouros ao longo de vários anos. Essa cirurgia não é realizada pelo SNS e nem comparticipada pelos seguros de saúde, uma vez que ainda enxergam essa cirurgia como um procedimento estético.
Sim, há alturas em que o Lipedema ganha força: sempre que há mudanças hormonais. Sejam elas a Puberdade, Gravidez, Stress, Tratamentos de Fertilidade, Menopausa, Distúrbios do Sono, Métodos contraceptivos. Uma vez que as hormonas femininas (estrogénio e progesterona) são gatilhos para aumentar a inflamação do Lipedema, sempre que essas hormonas estão em maior quantidade no organismo, temos o Lipedema exponenciado.
O termo “Lipedema” foi descrito como uma “desordem metabólica” pela primeira vez em 1940 nos EUA. Em 2018 o Lipedema foi considerado uma doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e está incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID), com o código ICD-11. No nosso país o SNS ainda não considera que o Lipedema seja uma doença, embora ele atinja 1 em cada 9 mulheres, sendo ainda considerada uma alteração meramente estética.
Pelo facto do Lipedema ser uma doença progressiva e crónica, é expectável que ocorra piora dos sintomas, caso não haja controlo. Por esse motivo, é essencial que os tratamentos não sejam interrompidos, de maneira a conseguirmos controlar a doença e retardar o avanço dos sintomas. Normalmente o diagnóstico já surge com um atraso de vários anos até que se inicie os tratamentos e esse “tempo perdido” aumenta o nível inflamatório do Lipedema. Mas não, não vai necessitar de tratamentos pela vida, há uma altura em que entramos na chamada “fase de manutenção” e as visitas à clínica tornam-se muito mais espaçadas.
Existe, assim como existe uma lista de alimentos que devem ser evitados pelo seu enorme potencial inflamatório no Lipedema. Aconselhamos às nossas clientes a fazer o acompanhamento nutricional com a nossa nutricionista especializada em Alimentação para o Lipedema (Dra. Juliana Amorim). O acompanhamento é personalizado e único para cada caso, uma vez que nem toda dieta anti-inflamatória responde bem nos casos de Lipedema. O objectivo dessa alimentação é desinflamar o organismo, equilibrar o metabolismo, recuperar a tonicidade muscular e manter o equilíbrio do peso corporal.
Ainda não conhecemos tudo sobre a doença, contudo, os estudos mais recentes mostram que os adipócitos (células de gordura) das zonas afectadas pelo Lipedema (pernas, ancas e braços) possuem receptores hormonais diferentes das células que existem no rosto ou abdómen. Por esse motivo, o Lipedema é mais visível nas zonas onde há esses receptores, é onde ocorre o maior acúmulo de adipócitos. O Lipedema está a ser alvo de várias pesquisas científicas e acreditamos que brevemente surgirão novas estatísticas.
Os exames mais direccionados para o diagnóstico do Lipedema são: EcoDoppler nos membros inferiores, Linfocintilografia e mais recentemente (apenas nos EUA) análise sanguínea com pesquisa de marcadores para o Lipedema. Quanto às especialidades médicas, aconselhamos uma consulta com um Cirurgião Vascular, Fisioterapeuta ou Linfoterapeuta.
A doença é quase exclusivamente feminina. Estudos mais recentes comprovaram que um dos genes responsáveis pelo Lipedema está relacionado ao cromossoma X. Raríssimos homens desenvolvem Lipedema e quando isso acontece, está relacionado a outras doenças mais severas. As células do Lipedema necessitam de estrogénios e progesterona (as duas hormonas femininas) para crescer e multiplicar, daí falarmos que é uma doença predominantemente de mulheres. O Lipedema pode ser transmitido por hereditariedade até a terceira geração.
Não, o Lipedema não tem cura. Por ser uma doença de aspecto genético e hormonal, não falamos em cura mas sim em controlo. É possível controlar o Lipedema através de tratamentos conservadores.
Se o seu corpo apresenta sinais de Lipedema, o caminho é sempre procurar a ajuda de um especialista.
